A seguir, opiniões
diversas de alunos que estudam em faculdades de Medicina que deixaram o modelo
tradicional e hoje seguem o modelo ABP (PBL) de ensino:
Pontos negativos do
PBL:
· Constrangimento
do aluno mais reservado.
· Exacerbação
da competitividade nas turmas, o que facilita desentendimentos entre os alunos.
· Sensação
de um saber superficial e impreciso.
· Estudo
fragmentado dos conteúdos, o que prejudica a real aquisição de
conhecimento - ou seja, divisão em módulos.
· Muita
informação simultânea, e pouco tempo para estudo.
· Precocidade
de conteúdos avançados, o que pode comprometer a compreensão gradual do básico
para o mais complexo.
· Pouco
tempo de estudo fora do tempo de aula.
· Falta
de direcionamento nos estudos.
· Falta
de mais aulas teóricas para se ter uma melhor percepção da prática.
· Em
alguns casos, pouca atenção dada a áreas importantes para a Medicina, como
Genética Humana e Bioquímica.
· Falta
de professores devidamente qualificados para transmissão de conteúdos por meio
de grupos de discussão.
· Sensação
do aluno “de estar perdido” em sala, muito em razão da falta de direcionamento
adequado do conteúdo a ser estudado.
· Decoreba
de casos clínicos associada à falta de conteúdo teórico.
· Excesso
de seminários e, muitas vezes, pouco efetivos na transmissão de conteúdos.
· Falta
de respeito à grade horária, dependendo, em muitos casos, da disponibilidade do
professor naquele determinado dia.
· Muitas
aulas ministradas pelos próprios alunos, que ainda não possuem a devida
experiência nem formação para transmiti-las.
· Tensão
no ambiente de aprendizagem, em que o aluno é forçado a ter uma iniciativa a
respeito de assuntos ainda não muito bem abordados ou sequer vistos.
· Sensação
de inferioridade por parte de alunos que não se adequam bem ao método.
· Ênfase
em determinados conteúdos em detrimento de outros.
· Professor
apenas como facilitador, e não como responsável pela transmissão de todo o
conteúdo.
· Aprendizagem
exageradamente autodirigida.
· Aprendizagem
privilegiando exemplos.
· Falta
de conhecimento prévio.
· Falta
de maturidade do aluno para compreensão do que é realizado no ambiente de
aprendizagem.
· Estresse
e desorientação do aluno.
· Percepção
da dificuldade do professor em repassar conteúdos mais básicos por meio de
casos clínicos.
·
Antecipa o contato direto com o paciente.
· Estimula
a comunicação e o conhecimento antecipado de termos médicos.
· Incentiva
o aluno a ter a iniciativa de buscar o conhecimento por conta própria.
· Prioriza
bastante o modelo de Assistência Básica à Saúde.
· Antecipa
a ambientação do aluno nos locais do exercício da carreira médica ( externamente ao espaço da faculdade ).
· Garante
maior liberdade de discussão aos alunos, permitindo o desenvolvimento de um raciocínio melhor direcionado e, por fim, mais objetivo.
· Facilita
o contato professor-aluno.
· Quantidade
de atividades práticas e de discussões geralmente superior ao modelo tradicional.
· Sensação
prematura de já estar exercendo a futura profissão.
· Auxilia
na interpretação de casos clínicos.
· Estimula
o trabalho em grupo.
· Metodologia
dinâmica.
· Desenvolvimento
do empreendedorismo e da capacidade de inovação.
· Maior
repasse da Ética Médica.
· Ensina
a detectar questões-chave de casos clínicos exemplares.
· Maior
interação com a realidade médica.
Último capítulo na próxima postagem.
Dr. Saúde.

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